PRIMEIRA FASE DO DESENVOLVIMENTO DA LIBIDO - ORAL - SUAS CARACTERÍSTICAS E A INTRODUÇÃO DO SÍMBOLO NA VIDA DO BEBÊ
Símbolo – Juntar
Real – Imaginário – Simbólico
A mãe é o ambiente do bebê. O bebê só vê partes da mãe : um seio, uma mão. A mãe de certa forma, continua sendo um útero para ele. A criança precisa ter um continente porque ela é um conteúdo. O bebê ainda não tem consciência própria, mas irá se formando a partir do desejo da mãe para com ele.
Sempre que falamos de Fase, é a tentativa do bebê de se humanizar. O bebê a princípio funciona a fim de se satisfazer (lembrando que iremos fazer isso durante toda a vida), passando pelo Narcisismo Primário, começando a reconhecer a mãe, mas tendo-a só para ele.
A pessoa Narcisista não aceita alguém novo, se não for um pedaço dela. No caso do bebê, um vive pelo outro (mãe-bebê). Esta é a Fase Oral porque a boca é a parte mais erógena do ser humano, e é pela boca que o bebê está se satisfazendo, pela nutrição, contato com a mãe. Podemos ver isso quando o bebê sente que será amamentado e sua boca fica mais avermelhada. Todos os movimentos nesta Fase são no sentido da incorporação da mãe pelo bebê. Ele quer ser uma coisa só com ela, não aceita a separação que houve. O bebê suga porque não tem dente, porque se tivesse ele morderia a mãe. Assim canibal.
Vamos pensar de uma forma kleiniana...
Melanie Klein desenvolveu a teoria do SEIO BOM e do Seio Mal.
O bebê sente o impacto do real - FOME, vem o seio da mãe e o alimenta. Assim ele simboliza o SEIO BOM. Se a mãe demora a vir, ele simboliza o SEIO MAL, não sabendo que na realidade, os dois se tratam do mesmo seio. Se sentindo fome novamente, o alimento demorar a vir, ele imaginará o seio da mãe, e ela o alimentando, encaixará a realidade nesta imaginação do bebê. Assim ele conseguirá finalmente simbolizar.
Ele só quer, não devolve nada. Por isso, contemos mais uma vez com a teoria de Donald Winnicott, da Mãe Suficientemente Boa, que entende a Fase que seu filho está passando, e o auxilia em sua descoberta de ser alguém, sem lhe fazer exigências penosas, mas o apoiando, criando um ambiente saudável e cheio de amor e confiança, para que ele possa crescer sem medos demasiados.
O que nasceu como libido, no seu auge é o símbolo. O símbolo é não precisar ver o real para acreditar.
A auto estima é a minha capacidade de ter símbolos dentro de mim, me ajudando a construir minha capacidade mental. Dá um passo a frente quem tem contato com a religião. Por exemplo: Deus é simbolizado na nossa mente, já que não podemos tocá-lo ou vê-lo, os nossos sentidos não são suficientes para alcançá-Lo, mas acreditamos que Ele é real. Nós vemos o símbolo e mesmo que não toquemos o que ele nos lembra, não usemos os 5 sentidos, ele continua sendo vivo e real.
Baseado na aula de Renato Dias Martino, professor e psicoterapeuta.


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