PRINCÍPIOS DO FUNCIONAMENTO MENTAL (1911)

S. FREUD (1856-1939)



           PROCESSO PRIMÁRIO 
PROCESSO SECUNDÁRIO

EU=TUDO
ENTRADA DO OUTRO – OBJETO
PRINCÍPIO DO PRAZER/DESPRAZER
PRINCÍPIO DA REALIDADE




 A idéia de Freud sobre o Desenvolvimento Mental, traz mais uma dimensão para o que estamos falando até agora. O ser humano quando nasce está sendo regido unicamente pelo Processo Primário. Para o bebê não há possibilidade de perceber nada além dele. O bebê é tudo; a mãe é o ambiente ou antes a mãe e o bebê são a mesma coisa. Adiar ou afastar desconfortos e adquirir prazer é o funcionamento dele. Denomina-se isto como auto-erotismo. Eu me satisfaço no meu próprio libido. Tudo é gerado com ele mesmo. Poderíamos até pensar que isso seria Thanatos regendo o bebê, mas o Thanatos só rege nossas vontades quando entendemos que existe outro e este outro não nos aceita. Então Thanatos nos faz voltar e valorizar a nós mesmos em detrimento deste outro. Mas o ser humano quando bebê, não sabe que existe outro além dele.

                 Se o bebê sente fome, ele vai chorar e quando a mãe lhe amamentar, ele  entenderá que conseguiu o leite por ele mesmo, por exemplo. Sendo assim poderíamos classificar o bebê como EGOCÊNTRICO? Não, pois egocentrismo é o EU NO CENTRO DE TUDO já o Processo Primário é EU SOU TUDO.
Em todo esse processo, a mãe tem a função de acolher, afinal o bebê não a reconhece até que começa a entender que a mãe existe independente dele  Reconhecerá essa verdade quando chorar, e perceber que o seio que o alimenta demora a vir, fugindo do seu controle.  Agora sim, o Thanatos começará a participar de sua vida, no reconhecimento de alguém além dele mesmo.
                  O Processo Secundário se inicia nessa descoberta do bebê de outro, a mãe. Quando o bebê descobre que a mãe já não é ele mesmo, ele precisa tê-la. Toda a atenção dela deve ser por ele e para ele – chamado de NARCISISMO PRIMÁRIO, fazendo referência ao conto de Narciso (vale a pena pesquisar a história na net).

                 Ele até reconhece que exista outro além dele, mas este deve ser o seu espelho. Neste Processo Secundário, todo esforço também será para agradar o outro. A idéia é transitar entre os dois processos ao longo da vida. Não se deve cristalizar apenas um processo. O falso eu não pode sufocar e eu verdadeiro; caso contrário acontecerá uma crise de identidade, já não se saberá quando eu sou Eu, e quando o outro é o Outro.


Baseado na aula de Renato Dias Martino, professor e psicoterapeuta

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